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Impermeabilização com Poliuréia - Construção Sem SegredoConstrução Sem Segredo

Impermeabilização com Poliuréia

Impermeabilização com Poliuréia

https://www.youtube.com/watch?v=lAsoTOxwAGI&feature=youtu.be&t=41

 

Poliuréia é um tipo de elastômero derivada da reação de isocianeto e resina composta sintética, cuja composição varia de acordo com fabricante. É utilizada principalmente no mercado de impermeabilizantes.

 

Teve seu início na indústria automobilística, acabou ganhando outras aplicações em vários setores da Engenharia e Construção Civil. Pode ser aplicada desde reservatórios de água até em caminhões tanques de produtos químicos altamente corrosivos, devido à sua alta resistência e baixa reatividade.

 

Geralmente apresentada em formato de manta líquida, são revestimentos anticorrosivo, 100% sólidos, à base de poliuréia pura ou de poliuréia/poliuretano (sistema híbridos). São, por definição, bi-componentes, e exigem um equipamento especializado para a aplicação. Bombas pneumáticas alimentam um dosador, que por sua vez dosa, comprime e aquece os componentes, enviando-os para a pistola de aplicação por mangueiras aquecidas paralelas. A mistura de seus dois componentes, isocianato e amina, é feita no momento em que estes saem da pistola de aplicação. A partir deste momento os componentes passam a reagir, se solidificando em poucos segundos.

 

O tempo de gel do produto varia entre apenas 3 e 45 segundos, estando a superfície liberada para tráfego leve logo após este período. A cura total geralmente ocorre em 24 horas. Após este período o sistema alcança seu maior nível de resistência e passa a comportar tráfego intenso e pesado (dependendo da espessura da camada/número de demãos aplicadas).

 

A preparação da superfície que receberá a membrana não difere muito dos sistemas tradicionais. É preciso jatear ou lixar a superfície a fim de se expor maior rugosidade e/ou porosidade do substrato para garantir a aderência do sistema. É recomendada a imprimação do substrato com primers à base de epóxi. Este cuidado garante a aderência do sistema além de selar a umidade dentro do concreto, impedindo que sua vaporização crie bolhas e falhas na membrana durante a sua aplicação, que é feita a quente.

 

Por possuir uma resistência muito elevada (chegando a atingir até 40 Mpa), a membrana impermeabilizante pode agir como camada final de acabamento, dispensando qualquer proteção mecânica. O sistema de aplicação gera uma membra contínua, sem emendas, o que também reduz drasticamente o potencial de vazamentos, além de possuir uma propriedade de alongamento de até 500% do seu estado original, que a torna resistente mesmo quando sujeita a grandes movimentações estruturais.

 

Apropriada para ambientes tanto internos quanto externos, e pode durar indefinidamente se corretamente aplicada. Apesar da resistência estrutural, não apresenta estabilidade de cor quando aplicada em áreas externas, devendo portanto ser pintada para maior qualidade estética.

 

É um produto com mais de 30 anos de mercado e já consolidado nos Estados Unidos, Europa e Japão, mas que só agora vem ganhando notoriedade no Brasil. As principais indústrias químicas voltadas para Construção Civil já disponibilizam o produto por aqui, mas o custo do material ainda é relativamente alto.

Fonte:construindoo.com